Glossário

Palavras que aparecem o tempo todo quando se vende viagem sob medida. Sem definição de manual: o que o termo muda na prática. Se a dúvida for operacional, vá nas perguntas frequentes. Para ver esses termos funcionando dentro de uma proposta real, o guia completo é como criar propostas e roteiros de viagem que impressionam o cliente e vendem mais.

Biblioteca

O acervo da agência: hotéis, passeios, transfers e blocos de texto já escritos, com foto e condição comercial. Sem biblioteca, cada proposta começa do zero. Com biblioteca, a montagem vira combinação — e a qualidade para de depender do dia.

Briefing

A conversa (ou o formulário) em que o cliente diz o que importa: ritmo, restrições, o que já conhece, o que não quer. Sem briefing, a proposta adivinha. Com briefing raso, a proposta fica genérica. É a matéria-prima da curadoria.

Comissionamento

Percentual que o fornecedor (hotel, operadora, receptivo, seguradora) repassa à agência sobre o serviço vendido. Varia bastante por tipo de fornecedor e por volume, e é uma das duas fontes de receita da agência, junto com a taxa de serviço.

Condições comerciais

O que vale depois do “sim”: o que está incluso, o que não está, prazo de pagamento, política de cancelamento, o que acontece se o voo muda. Vão no fim da proposta, depois do roteiro. Sem elas, o aceite é um acordo pela metade.

Curadoria

Escolher com motivo. Não é oferecer três hotéis para o cliente decidir, nem encher o dia para “parecer completo”. É tirar o que não serve para aquela viagem e deixar visível por que o que ficou, ficou.

Day by day

O roteiro contado dia a dia: acordar, deslocar, o que acontece, onde dormir. É o formato que o cliente usa para imaginar a viagem. Lista de serviços sem sequência não é day by day — é inventário.

DMC

Destination management company: o operador local no destino, que contrata guia, transfer, restaurante, experiência. A agência vende a viagem; o DMC executa o que não dá para operar de longe. No roteiro personalizado, um DMC bom é curadoria terceira — um ruim vira pacote genérico no destino.

Emissão

Ato de gerar o bilhete aéreo definitivo, depois da reserva e do pagamento. Antes da emissão o que existe é uma reserva com prazo, e o preço só está garantido de fato quando o bilhete é emitido.

FIT

Sigla de free independent traveler: viajante (ou casal, família) que não está em grupo operado. No Brasil de roteiro personalizado, é o cliente típico da agência sob medida. Não é um tipo de pacote — é um tipo de demanda.

Follow-up

O contato depois do envio. Útil quando chega na hora em que o cliente está decidindo, com uma pergunta específica. Inútil quando é “só para saber se viu” no dia seguinte, sem saber se ele abriu.

Itinerário

A sequência da viagem no tempo. Às vezes a palavra é usada como sinônimo de roteiro; na prática, itinerário é o esqueleto (dias, deslocamentos, pernoites) e o roteiro é o esqueleto com as experiências em cima. Uma proposta boa mostra os dois juntos.

Localizador

Código alfanumérico que identifica uma reserva junto ao fornecedor. No aéreo também é chamado de PNR, e é o dado que o viajante precisa ter à mão para fazer check-in, alterar ou consultar a reserva.

Markup

A margem que a agência coloca sobre o custo. Pode ser percentual, valor fechado ou mistura. O cliente não precisa ver a conta; precisa ver o preço composto com clareza. Markup escondido em item inflado quebra confiança na primeira pergunta.

Multidestino

Roteiro que passa por mais de uma cidade, região ou país na mesma viagem. Exige atenção redobrada ao encadeamento: tempo de deslocamento entre trechos, horário dos voos internos e quantas noites cada parada justifica.

Pacote

Viagem já montada por operadora ou pela própria agência, com datas, serviços e preço definidos de antemão. Pode ser um ótimo produto. Deixa de ser roteiro personalizado no momento em que não dá para mudar a combinação sem quebrar o que foi vendido.

Proposta de viagem

O material que o cliente recebe antes de comprar. Precisa deixar a viagem visível, mostrar por que cada escolha está ali e fechar com o preço composto. Quando falha nisso, vira orçamento — e orçamento só compete em número.

Proposta interativa

Proposta publicada num link, navegável no celular, em geral dia a dia. O cliente percorre a viagem em vez de rolar um PDF. Quando a viagem muda, você edita o mesmo endereço; não reenvia arquivo.

Qualificação

Separar quem está comprando viagem de quem está cotando. Orçamento, datas, flexibilidade e se já tem outra proposta na mesa. Qualificação fraca enche a fila de propostas que nunca fecham e faz a taxa de fechamento mentir.

Receptivo

Fornecedor local no destino, responsável por executar traslados, passeios e assistência ao viajante em campo. É quem resolve o problema quando algo dá errado durante a viagem, e por isso a escolha do receptivo pesa tanto quanto a do hotel.

Roteiro personalizado

Viagem desenhada a partir do briefing daquele cliente. Hotel, dias e experiências entram por um motivo da conversa, não porque o pacote já vinha pronto. É o oposto de “mesmo itinerário, nome diferente na capa”.

Seguro viagem

Apólice que cobre despesas médicas, extravio de bagagem, cancelamento e interrupção de viagem, entre outras coberturas. É exigência de entrada em alguns destinos, como os países do Espaço Schengen, e precisa aparecer de forma explícita na proposta, incluso ou não incluso.

Sinal

Parte do valor pago antecipadamente para confirmar a reserva e travar as condições combinadas. Definir sinal, prazo e forma de pagamento dentro da proposta é o que transforma o aceite verbal em venda fechada.

Taxa de fechamento

Quantas propostas enviadas viram viagem vendida. É o número que mostra se o material está fazendo o trabalho. Tempo até o envio alto com taxa baixa aponta gargalo de montagem. Tempo baixo com taxa baixa aponta qualificação ou estrutura da proposta.

Transfer

Traslado contratado entre dois pontos da viagem: aeroporto, hotel, porto, rodoviária. É o item que mais gera dúvida de horário no dia, e por isso precisa aparecer na entrega com horário, ponto de encontro e quem executa.

Voucher

Documento que comprova a contratação de um serviço e que o viajante apresenta ao fornecedor no destino. Vale para hospedagem, passeio, transfer e locação, e precisa chegar ao viajante antes do embarque.

Revisado em 10 de setembro de 2026.

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